País reduz maternidade na adolescência
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sábado, 05 de dezembro de 2015
Daniela Amorim<br>Agência Estado 
Rio - A participação de jovens na fecundidade do País vem diminuindo, mas a maternidade na adolescência permanece alta para padrões internacionais. Em 2004, o Brasil contabilizava 78,8 filhos nascidos vivos a cada mil mulheres de 15 a 19 anos. Em 2014, a cada grupo de mil jovens dessa idade respondia por 60,5 filhos, de acordo com a Síntese de Indicadores Sociais 2015, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A participação dessas mães adolescentes na fecundidade total do Brasil caiu de 18,4% para 17,4% em dez anos.
"A fecundidade entre as jovens de 15 a 19 anos ainda se manteve bastante elevada. O resultado é compatível com outros países da América Latina, mas ainda é muito superior ao de países mais desenvolvidos", avaliou Cintia Simões Agostinho, pesquisadora da Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE. O perfil da maternidade na adolescência está relacionado à pouca escolarização e baixa inserção no mercado de trabalho. A mãe adolescente é predominantemente preta ou parda (69% das meninas com filhos), não completou o ensino médio (85,4%), se dedica a afazeres domésticos (92,5%), não estuda nem trabalha (59,7%). "Quando a mulher tem filho muito jovem, isso influencia nos indicadores. As que não tinham filhos eram mais escolarizadas", apontou Cíntia.
A taxa de fecundidade no País vem diminuindo ao longo dos anos. Em 2014, a taxa era de 1,74 filho por mulher, contra 2,14 filhos em 2004, queda de 18,6% em dez anos. A redução resulta no encolhimento na fatia de jovens na população. (Daniela Amorim/Agência Estado)


