Brasília, 17 (AE) - Depois da queda de US$ 1,33 bilhão das linhas de crédito comerciais destinadas ao País no mês de março, o Brasil recuperou apenas US$ 153 milhões destas linhas em abril. Os dados foram divulgados hoje pelo chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central, Altamir Lopes. Ele acredita, entretanto, que o cenário atual já indica melhora uma vez que, até hoje, houve um ingresso de US$ 1,7 bilhão em empréstimos de médio e longo prazo.
Considerando os US$ 153 milhões de abril, o saldo das linhas de crédito internacionais no País chega a US$ 41,3 bilhões. Isso significa uma diferença de US$ 1,18 bilhão em relação ao estoque existente em 28 de fevereiro que era de US$ 42,499 bilhões.
Foi este total que o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, insistiram e obtiveram dos banqueiros internacionais, em março passado, o compromisso de que o montante das linhas de crédito ao País seria renovado.
No tocante às linhas interbancárias de curto prazo, Lopes destacou que os créditos estão sendo renovados acima das previsões. "Estas linhas são importantes porque são destinadas ao financiamento das exportações", reforçou. Em março, a renovação foi de US$ 222 milhões e, em abril, chegou a US$ 963 milhões. O que resulta em US$ 1,18 bilhão.
Em relação às linhas de médio e longo prazos, entretanto
março e abril foram negativos. O total em interbancárias não renovadas chegou a US$ 1,09 bilhão nos dois meses. Já as linhas banco-empresa, ou seja, aquelas que as instituições internacionais destinam diretamente as empresas brasileiras, sofreram perdas de US$ 1,27 bilhão.
De acordo com o chefe do Depec, a maior parte do total de US$ 1,7 bilhão que já ingressaram este mês fortaleceu o resultado do câmbio contratado no segmento livre (as operações de contratação da balança comercial e as operações financeiras, com exceção do interbancário).
Até o dia 14, o segmento livre teve um saldo positivo de US$ 2,73 bilhões. O melhor desempenho desde julho do ano passado. "Isso reflete a recuperação principalmente das linhas de médio e longo prazo", afirmou o chefe do Depec.

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