São Paulo, 09 (AE) - O governo não tem hoje condições de atingir a meta de superávit comercial de US$ 11 bilhões acertada com o Fundo Monetário Internacional (FMI), admitiu hoje o secretário executivo da Câmara de Comércio Exterior (Camex), José Botafogo Gonçalves. "Superávit de US$ 11 bilhões não é uma meta, é um exercício de projeção, que no momento não temos condições de atingir", afirmou. "Nós estamos trabalhando para isso."
Segundo Botafogo, só em abril ou maio será possível prever com mais exatidão o comprtamento futuro das vendas exteriores. Isso porque o governo ainda não recebeu os números atualizados das 59 cadeias produtivas integrantes do PEE (Programa Especial de Exportação), que tem como objetivo elevar o volume exportado para US$ 100 bilhões em 2002 - meta que será superada, garante Botafogo, sem prever números.
O secretário executivo da Camex afirmou também que os superávits comerciais não serão atingidos com barreiras alfandegárias. "Não vamos chegar ao saldo com a manipulação inadequada de importações", declarou.
Botafogo visitou hoje a Brasilplast, Feira da Indústria de Plástico que ocorre no Anhembi, em São Paulo. Ele recebeu carta da Associação Brasileira da Industria do Plástico (Abiplast) pedindo redução da carga tributária, mais financiamento e possibilidade de importação de máquinas sem similar nacional, livre de impostos.
Com essas condições, alega a entidade, as exportações do setor poderão passar de aproximadamente US$ 300 milhões em 98 para US$ 600 milhões em 2002.

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