País não consegue evitar mortes de jovens
Rio - O Brasil tem obtido resultados expressivos no combate à mortalidade infantil, mas não está conseguindo garantir que jovens adultos ultrapassem a chamada fase de risco de vida. De acordo com a Tábua de Vida 2004, nos últimos 25 anos o número de mortes no primeiro ano de vida, provocadas por diarréias, desnutrição, desidratação ou péssimas condições sanitárias caiu 61,5%, índice duas vezes maior do que a redução do número de mortes por causas externas na faixa etária dos 15 aos 34 anos, com forte predominância de acidentes de trânsito e homicídios.
Em 1980, para cada dois jovens do sexo masculino com idade entre 20 e 24 anos, morria uma jovem da mesma faixa etária. No ano passado, essa proporção chegou a 4 por 1. Rio, São Paulo e Distrito Federal lideram a trágica realidade. Na capital paulista, por exemplo, a probabilidade de um jovem do sexo masculino morrer entre os 20 e 24 anos de idade é 6 vezes maior do que mulheres do mesmo grupo etário.
Segundo o IBGE, ao contrário do que ocorre com a mortalidade infantil, a morte de jovens adultos vem se agravando ao longo dos anos ''interrompendo precocemente um ciclo de oportunidades para milhares de rapazes que morrem por causas que poderiam perfeitamente ser evitadas''.
Aposentadoria Com o aumento da expectativa de vida para 71,7 anos, a aposentadoria inicial para o trabalhador que fizer o pedido a partir deste mês será, em média, 0,5% menor do que o benefício de quem entrou com o pedido em novembro na Previdência Social.
''Quanto maior a expectativa de vida, menor a aposentadoria'', comenta o atuário Newton César Conde, da Conde Consultoria, especializada em previdência e benefícios. A queda na renda do aposentado ocorre porque a expectativa de vida é uma das variáveis na apuração do fator previdenciário, explica.
Como exemplo, Conde cita o caso de um homem com 57 anos de idade e 37 anos de contribuição que sempre pagou a Previdência pelo teto de recolhimento. Em novembro, seu fator previdenciário seria 0,8475 e a renda inicial, R$ 2.261,32. Se o pedido de benefício ocorresse neste mês, seu fator seria 0,8438 e o benefício cairia para R$ 2.251,44, uma perda de 0,44%. ''A cada mês, o fator previdenciário sobe 0,05%. Para recuperar a perda de 0,5% na aposentadoria, pelo aumento da expectativa de vida, o segurado terá de trabalhar, em média, por mais dez meses'', explica Conde.(R.P./A.E.)





