Itaparica (BA), 21 (AE) - O economista Albert Fishlow, da Universidade de Yale, disse hoje que o Brasil tem que se organizar para aumentar suas exportações. Ele lembrou que o País não está conseguindo aumentar suas vendas externas pelo segundo ano consecutivo, apesar do crescimento da economia mundial. Na sua opinião, dessa maneira a economia brasileira continua vulnerável a choques externos.
Ele lembrou que os Estados Unidos tinham, há 20 anos, um nível de exportações de 5% do seu PIB. Atualmente essa taxa é de 13%. No caso brasileiro, ele disse que o País deveria buscar uma taxa de crescimento das exportações da ordem de 5% a 6% ao ano, de forma a participar do processo de globalização.
Na sua opinião depender de poupança externa da ordem de 2% a 3% do PIB pode gerar problemas internos. Para evitar isso o País deveria estimular sua poupança nacional de forma ampliar não só os investimentos no setor público como os investimentos privados em novas tecnologias. "Só com aumento das exportações é que o Brasil vai reduzir sua necessidade de recursos para financiar a conta corrente" disse.
Segundo lembrou, em dezembro ele afirmou que a desvalorização do real não era necessária. "Eu estava errado" declarou. Fishlow disse que o Brasil é um caso único no mundo em que foi feita uma desvalorização da ordem de 20% a 25% sem desorganizar a economia.
Fishlow está participando de um seminário organizado pelo Unibanco Asset Management em Itaparica.

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