País ganha mais 9,4 mil megawatts com reestruturação do setor
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quinta-feira, 27 de maio de 1999
Por Milton F. da Rocha Filho 
São Paulo, 28 (AE) - A privatização das empresas de energia elétrica não é fruto de posições ou propostas ideológicas, diz o diretor da área de Desestatização do BNDES, o engenheiro José Luiz Osorio, em um estudo em que defende a privatização de Furnas."Trata-se de uma resposta prática a uma situação concreta de carência de recursos para investimento que colocava (e ainda coloca) em risco a segurança do suprimento energético do Brasil", afirma ele. Segundo Osorio, com a reestruturação do setor renderá mais 9,4 mil megawatts ao País, com empreendimentos que estavam paralisados ou em ritmo lento e que foram retomados agora.
O estudo "Cisão e privatização de Furnas - solução, não um problema", afirma que "o apagão ocorrido em 11 de março último mostrou a toda a população a necessidade urgente de acelerar o processo de reformas no setor elétrico brasileiro para livrar o País das sequelas deixadas por tantos anos de falta de investimentos - fruto de um modelo centralizado e controlado inteiramente por empresas estatais".
E afirmou: "Quaisquer que tenham sido as verdadeiras causas do apagão, o que ele demonstrou, de fato, foi que carecemos de novos recursos para a expansão e a modernização do sistema elétrico nacional, que engloba os segmentos de geração, transmissão e distribuição de energia. Não há relação alguma entre o apagão de 11 de março e o processo de privatização de empresas de energia elétrica: aliás, tanto as unidades geradoras que naquela noite tiveram sua operação bloqueada quanto as linhas de transmissão desligadas pertenciam, todas, a empresas sob controle federal ou estadual".


