Pais esperam que, livre, Rodolfo siga tratamento
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terça-feira, 17 de julho de 2007
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Depois de nove dias confinado na carceragem do 2º Distrito Policial de Londrina, o intercalador de jornais Rodolfo Martins, 21 anos, ganhou de volta a liberdade no final da tarde de ontem. Ele tinha sido detido no dia 8 de julho após se envolver em acidente com a camionete do pai, a qual ele dirigia embriagado e sem habilitação. Como castigo, os pais se recusaram a pagar a fiança de R$ 500,00 e optaram que o filho ficasse preso para que refletisse sobre o erro. Agora, a mãe espera que o filho aceite seguir o tratamento contra a dependência em drogas numa clínica no interior de São Paulo.
Rodolfo foi libertado provisoriamente, por ordem da juíza da 3 Vara Criminal Zilda Romero, e deixou a cadeia rapidamente, sem falar com a imprensa nem com os familiares que o aguardavam na entrada do DP. O relaxamento da prisão foi obtido pelo empenho do primo dele, o estudante de Direito Romildo Deodato Júnior. O parente, aliás, foi o único que visitou o intercalador na prisão. ''Nesse tempo, acho que ele teve a possibilidade de pensar no que houve'', comentou Deodato Júnior, completando que Rodolfo teria demonstrado ''arrependimento''. ''Ele disse que não nasceu dependente e que consegue viver sem as drogas'', comentou o estudante.
A mãe, Maria de Lourdes Deodato Martins, reafirmou que ela e o marido, Juraci Martins, optaram que o filho fosse preso para que ele refletisse sobre seus atos e buscasse um novo caminho na vida. ''Não sei como ele vai estar mas acredito em Deus que ele vai nos entender. Foi uma situação muito difícil porque você fica em pé mas o coração está partido. Fizemos isso porque era o melhor para ele'', falou mais fortalecida com a soltura do filho.
Ontem, Rodolfo iria para a casa dos pais, mas Maria de Lourdes espera que o filho aceite se internar em uma clínica no interior de São Paulo para se reabilitar antes de retornar ao convívio com outras pessoas. ''Espero que ele queira realmente ir. Como mãe, nunca vou perder a esperança de ver meu filho restaurado e pronto para voltar a conviver no meio da sociedade'', disse. Ele já esteve internado duas vezes mas não conseguiu manter a abstinência das drogas.
Além do tratamento, o advogado que cuida da defesa do rapaz, Rinaldo Barioni, lembrou que ainda haverá um longo caminho pela frente porque ele pode ser denunciado pelo Ministério Público por dirigir embriagado e sem habilitação. Barioni antecipou, no entanto, que irá argumentar que Rodolfo estava sob efeito de medicação contra a ansiedade e abstinência quando pegou a camionete do pai sem autorização.


