País entra no segundo dia de greve geral
Quito, 11 (AE-REUTERS) - O Equador entrou hoje (11) no seu segundo dia de greve geral com protestos de rua em Quito, a capital. As medidas econômicas do governo de Jamil Mahuad devem ser anunciadas às 22h30 (de Brasília). Os líderes sindicais equatorianos têm realizado manifestações, onde atacam duramente Mahuad. Até agora, segundo a polícia, foram detidos 235 equatorianos. Nos confrontos de ontem, dez ficaram feridos.
Na terça-feira o governo havia decretado estado de emergência para enfraquecer as ameaças dos trabalhadores de paralisar os serviços públicos, como água, petróleo, telecomunicações e eletricidade. "Esta manobra fracassou. O governo não pode conter o descontentamento e a indignação popular", desabafou o dirigente da Frente Popular, Luis Villacís.
Mahuad, advogado, 50 anos, divorciado, assumiu o poder em agosto. Passa pelo pior momento de sua gestão, com apenas 26% de popularidade. No ano passado, o país registrou a maior inflação da América Latina: 43,4% e cresceu apenas 0,8%.
Enquanto o governo pede calma à população, os bancos estão mais preocupados com o que o plano trará do que com os gritos das ruas. "Não podemos nos enganar. As medidas que virão serão extremamente dolorosas", disse o presidente da Associação dos Bancos Privados do Equador, Carlos Larreátegui.





