Pais e professores estão apreensivos
Cambará - A professora do Colégio Estadual Generoso Marques, Cleide Gomes, de 56 anos, foi contratada pelo programa seletivo simplificado (PSS), cujo contrato prevê a remuneração por turmas e tem a duração de um ano, com previsão de renovação. Segundo ela, a junção com as turmas dela e isso acarretará na perda do salário que ela acreditava que estava garantido até o fim do ano. ''Eu recebo por aula dada e, se não houver turma, meu orçamento ficará comprometido'', explicou. Cleide afirmou que ao ser contratada assumiu dívidas porque contava com esses recursos.
Para a professora, os alunos sofrerão bastante com as mudanças, uma vez que existem vários deles com deficit de aprendizagem que estão espalhados em várias salas de aulas. ''Quando essas turmas forem reunidas os problemas também aumentarão.''
Roseane Carvalho Pinto é mãe de Roberto, aluno da 7 série do Colégio Generoso Marques, disse que a determinação do NRE contraria as metas de educação do governo estadual. ''Se esse governo prima por uma educação de qualidade, ao colocar uma sala lotada está fazendo o contrário'', criticou. Ela diz que alunos com potencial maior ficarão em desvantagem para poder acompanhar o restante da turma que possui deficit de aprendizado.
Ela acredita que seu filho será um dos que ficará em desvantagem, pois não há como o professor dar suporte para 40 alunos da mesma forma que proporcionava a uma turma de 20 alunos. Roseane diz que a medida pode afetar diretamente os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que realiza a medição do nível de aprendizado dos alunos em todo o Brasil. ''Amanhã nós faremos uma passeata em Curitiba contra isso'', alertou.(V.O.)





