Pais dos colegas planejam homenagem para o garoto
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sábado, 10 de fevereiro de 2007
Agência Estado 
Rio- As cadernetas escolares dos alunos da creche-escola Crianças & Cia, onde João Hélio estudava havia dois anos, serviram de canal para desabafo dos pais dos colegas do menino morto de maneira brutal. Muitos enviaram bilhetes à escola com mensagens de solidariedade. Eles estão se organizando para homenagear João Hélio, mas ainda não decidiram o que fazer.
Meu filho se chama João e tem 3 anos. Quando chegar à idade do João Hélio, um dos assassinos já estará em liberdade porque é menor. Eu não entendo o que pensam essas autoridades. Tem que parar de construir estádio. Se você não tem segurança, não tem saúde, não tem educação, PAN para quê? Turistas, não venham ao Rio. Ninguém pode garantir a sua segurança, desabafou a administradora Mônica Tavares Flores, de 36 anos.
O filho dela viu a reconstituição do crime na tevê e entendeu que se tratava de João Hélio. À noite, a família rezou pelo menino. Meu filho perguntou por que papai do céu levou o João Hélio e não ele. Como se explica isso para uma criança de 3 anos?, indagou. Emocionada, Mônica disse que não leva mais o filho na cadeira de segurança. Não existe isso, você expõe seu filho ao risco de um acidente, para não ter de vê-lo arrastado pelas ruas, afirmou.
Lua Clara, de 6 anos, colega de classe de João Hélio, teve crise de choro ao saber da morte do colega. À noite, ao ver o noticiário na tevê, disse que não queria falar mais sobre o assunto.


