São Paulo, 10 (AE) - O estudo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) demonstra que o Brasil apresenta "grande atração" para instalação de novas redes internacionais. Entre os pontos de atração estão o "grande mercado", possibilidade de incorporação de novos consumidores, sucesso na atuação de redes estrangeiras já presentes no país, baixo poder de competitividade do setor instalado e legislação sem restrição à entrada de grandes varejistas.
Entre as redes com potencial de entrada no País, o estudo cita as empresas francesas Auchan; Casino; Pinault-Printemps-Redout e Promodés e o grupo alemão Metro. O grupo brasileiro Pão de Açúcar disputa com os gigantes mundiais, embora possua participação estrangeira por meio de colocação de seus papéis ADRs na Bolsa de Nova York.
O grupo francês Carrefour, que se instalou no País em 1974, continua o seu processo de expansão adquirindo recentemente a rede de supermercados Eldorado. O grupo holandês Royal Ahold está associado ao grupo Bompreço.
O grupo português Sonae comprou 26% da Companhia Real de Distribuição do Rio Grande do Sul. Os grupos europeu continuam sendo os mais propensos a investirem no Brasil no curto prazo. Como o mercado interno dos Estados Unidos é muito grande e vem se apresentando aquecido há alguns anos, novas empresas americanas só devem se interessar pelo mercado brasileiro num horizonte maior.
Pequenos - Entidades associativas dos pequenos varejistas mobilizam-se para a criação no Brasil de "leis da justa concorrência". Em alguns países, como França e Inglaterra
foram criadas leis que objetivam regulamentar a expansão dos grandes varejistas como as redes de hiper e supermercados e os shopping centers visando a proteger os pequenos e médios varejistas.
Quanto à possibilidade de formação de cartéis que prejudiquem o consumidor, o Brasil já dispõe de "órgão moderno" (Cade) exercendo e sse controle, afirma o estudo do BNDES.

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