Curitiba - A família de um adolescente de 15 anos encaminhou ontem um comunicado ao Ministério Público, denunciando uma agressão sofrida pelo jovem na escola onde estuda, o Colégio Estadual do Paraná, em Curitiba, na última sexta-feira. Segundo o advogado que representa a família, Elias Mattar Assad, o menino e outros colegas entraram na piscina do colégio, como uma brincadeira de fim de ano. De acordo com o advogado, como mergulhar na piscina sem autorização é proibido, dois diretores-auxiliares foram ao local. Os funcionários teriam agarrado o adolescente, torcido os braços dele e jogado o jovem no chão. Imagens do episódio foram colocadas na internet.
''Está certo que a entrada na piscina é proibida, mas (a atitude dos auxiliares) foi totalmente desproporcional'', disse o advogado. Assad informou que vai entrar com processo no Juizado Especial Cível por danos morais.
A diretora do Colégio Estadual, Maria Madselva Ferreira Feiges, afirmou ontem que vários estudantes entraram na piscina, contrariando o regimento da instituição. ''Eles não podem entrar na piscina sem estar acompanhados de um professor de educação física, sem roupa adequada e sem tomar a 'chuveirada' antes. Os jovens pularam uma grade alta para chegar ao local. Então, imagine como estavam os batimentos cardíacos desse aluno. Ele poderia ter morrido na piscina. É uma piscina olímpica, de cinco metros de profundidade na parte funda e 2,2 metros na parte mais rasa'', afirmou.
A diretora disse que os funcionários imobilizaram vários estudantes para tirá-los da piscina. Alguns alunos teriam fugido do local. ''Se houve excesso, os pais vão ter que provar isso. Nossa atitude foi tirar os meninos de uma situação de risco'', disse Maria Madselva. Ela relatou que o aluno apresentou arranhões nos braços, mas alegou que não há como provar que essas marcas foram provocadas pelos auxiliares.

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