Pais de vestibulandos associam Londrina a sinônimo de qualidade de vida
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domingo, 20 de outubro de 2019
Walkiria Vieira - Grupo Folha 
Um dos dia mais aguardados do ano para quem sonha em ingressar em uma universidade pública, o dia 20 de outubro, data da realização da primeira fase das provas da UEL em 2019, é para o servidor público Luiz Antonio Obici, 53 anos, uma fase de expectativas. De Andradina, interior de São Paulo, ele e o filho Lucas, 17, seguem na estrada em busca de uma vaga no curso de Direito.

Foram quatro horas na estrada e a programação da dupla contou com estadia em um hotel da cidade. "Precisa se organizar. Ele é dedicado, estudioso e está tranquilo. Preciso passar para ele segurança e agora nem vou tirar mais as cadeiras de praia de dentro do porta-malas. Temos algumas viagens pela frente", diz. Enquanto o filho faz a prova, o pai lê e estica as pernas em um das sombras da universidade.
Assim como Obici, o campus da UEL recebe muitas famílias de longe nesse dia. De Americana, interior de São Paulo, Renata Pagani, 46, acompanha a filha que pretende ingressar no curso de Medicina. "Veio o marido, a caçula e eu falo para minha filha e amigos dela que esse dias que antecedem a prova não são para pegar livro e tentar aprender. O que tinha que assimilar, já assimilou. Eu estou torcendo para que dê certo em Londrina porque é uma cidade com estrutura em saúde, segurança e qualidade de vida".
Do time dos pais que se planejam para esse período de provas, o engenheiro agrônomo aposentado Rubens Silva, 57, deslocou-se de Santa Bárbara do Oeste, interior de São Paulo, para Londrina com o objetivo de ver a filha mostrar seus conhecimentos no vestibular da UEL. Da cidade de origem foram para Campinas, onde pegaram um voo para Londrina e alugaram um carro.
A jovem Gabriela deseja cursar Direito. "É um curso abrangente e que permite escolher em várias áreas". A família pisou em solo londrinense no sábado à noite e retorna para casa na segunda-feira (21). "Na minha época de vestibular eu acabei me mudando de cidade. Meu curso era integral e vamos aguardar os resultados", diz Silva.
PÉ NA ESTRADA
A estudante Isabela Heloe Moreira Luz, 17 anos, é moradora de Sapopema, no Paraná. Está no seu primeiro vestibular e pretende ser médica com especialização em psiquiatria. Além das aulas regulares na escola, aposta nas plataformas online para testar os próprios conhecimentos e está confiante. Gabriela Rodrigues tem 18 anos e durante o ano de 2019 concentrou todas as suas atenções no curso pré-vestibular para Medicina.
"Nesse ano, vou fazer nove provas às cegas para ver o meu nível e, conforme meu desempenho, vou ver minhas chances e me preparar para o ano que vem em três faculdades que estiverem mais perto de minhas possibilidades". Ela conta que em sua cidade há um curso de Medicina. "Mas é particular. Está R$ 6.800,00 a mensalidade, impossível para mim." Para participar do vestibular da UEL, a candidata explica que investiu R$ 500 reais. "Contando o vestibular, hotel e o ônibus e café da manhã. Almoço e janta são à parte".
Também determinada a ser contemplada com a vaga no curso de Medicina, Geovanna Aparecida de Carvalho, 18, dedica 12 horas aos estudos. "Aproveito as ferramentas da internet para compreender melhor. Vejo vídeos no youtube e faço simulados". Carvalho deseja atuar como pediatra e prefere não pensar na relação candidato/vaga do curso.

Em seu primeiro vestibular, Paulo Matheus Souza, diz que chega preparado. "É pra valer, mas estou tranquilo. Se não entrar agora, volto no ano que vem". O curso escolhido pelo vestibulando é Ciências da Computação. Ele estuda no Colégio Estadual Souza Naves, em Rolândia. "Estudo de manhã, à tarde jogo basquete no time da cidade e a atividade física tem me ajudado a manter o equilíbrio para fazer as provas. Desde de manhã no campus da UEL, o candidato expõe a importância do diploma para sua vida. "Serei o primeiro em toda a minha família a ter uma formação universitária. Estudar é importante.


