Pais de trigêmeas cogitaram aborto
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 08 de abril de 2011
Evandro Fadel <br> Agência Estado 
Curitiba - Uma psicóloga do corpo clínico da maternidade de Curitiba onde nasceram as trigêmeas afastadas da guarda dos pais, em razão de ter havido rejeição por parte deles, disse à Justiça que o casal não possui ''saúde mental'' para criar as meninas.
O depoimento foi uma das ferramentas do desembargador Ruy Muggiati para negar o pedido de habeas-corpus para que as crianças retornem aos pais. Eles teriam buscado meios para fazer um aborto e chegaram a firmar documento para entregar uma das meninas à adoção ainda durante a gravidez.
Pela descrição da psicóloga, publicada no Diário Eletrônico do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) no dia 14 de março, os dois teriam afirmado que da implantação de quatro óvulos havia resultado fertilização em três. ''E destes três bebês os pais afirmam querer apenas duas das três meninas'', disse.
''Durante o atendimento prestado ao casal, ambos estão de acordo com esta situação, sendo que durante a gestação foram atrás de meios para abortar o terceiro bebê em outros países.'' As meninas nasceram prematuramente no dia 24 de janeiro.
A advogada do casal, Margareth Zanardini, disse ontem, por meio da secretária, que ''até segunda ordem'' não estava autorizada pela família a falar sobre o assunto.


