Pais de todos os tipos com o mesmo grande amor pelos filhos
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sábado, 10 de agosto de 2002
Karla Matida<br> Reportagem Local 
O presente do Dia dos Pais do ortopedista Marcos Danieli chegou um pouco mais cedo. Foram 13 dias de antecedência, exatamente no dia 29 de julho, quando nasceu Júlia, sua primeira filha. ''Vai ser o meu primeiro Dia dos Pais como pai'', emocionava-se Marcos durante a sessão de fotos, na sexta-feira. A menininha, ainda sonolenta, se ajeitava confortavelmente nos braços do papai de ''primeira viagem''. ''Estou mais feliz do que qualquer outra coisa'', diz o ortopedista, que pensa em ter outros dois filhos.
Três filhos é o mesmo número dos planos do gerente corporativo Leonardo Garcia, que por enquanto tem apenas o sorridente Luiz Francisco, de um ano e dois meses. ''Não vejo a hora de sair do trabalho para revê-lo'', conta Garcia, que faz questão de ir almoçar em casa para ficar mais perto do pimpolho, que também adora esse encontro e faz bico quando o pai tem que voltar para o trabalho. ''Estou curtindo o momento, mas já pensando em sempre ensinar o que é certo e o que é errado'', completa.
Preocupações e responsabilidades de um lado, gratificações e alegrias de outro e no meio, pais e filhos. ''A Carol teve meningite há alguns anos e o Pedro Henrique nasceu pequenininho, o medo de perdê-los fortaleceu ainda mais a nossa ligação'', explica o cabeleireiro Fábio Farias. A recompensa? ''Ser pai não tem um valor que a gente possa falar, a paz de criança que eles me passam quando estou com eles não tem como explicar'', completa Farias, que vira e mexe liga pra casa para saber como os filhos estão, se a Carol fez a tarefa da escola.
O filho Ruy, de 21 anos, já está mais alto do que ele, mas o corretor de seguros Ruy Nantes ainda o chama de ''meu moleque''. Até bem pouco tempo atrás, a filha Gabriela, 17, só se levantava da cama com uns beijinhos carinhosos do pai-despertador. ''Ainda cozinho para eles, mas acho que já está na hora de eles fazerem isso'', brinca. ''Você não descola dos filhos'', explica Ruy, que cochila no sofá quando os filhos saem à noite e só vai para cama, tranquilo, quando eles chegam.


