País de maioria negra discrimina mão-de-obra
O Brasil é o segundo país do mundo em número de negros depois da África. Eles representam 5,43% da população e com os pardos totalizam 45,6%, contra 54,4% dos brancos. Os pretos e pardos são uma parcela expressiva da força de trabalho no Brasil e equivalem a mais de 30 milhões de trabalhadores, o que corresponde a 45% da força de trabalho.
Um levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), com base nas pesquisas do Instituto Sindical Interamericano pela Igualdade Racial (Inspir) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da própria entidade, intitulado População Negra no Mercado de Trabalho, mostrou que os negros ainda são discriminados no emprego, na educação, na remuneração e na falta de políticas públicas.
Com menores rendimentos, altas taxas de analfabetismo e número de anos de estudo inferiores a outros segmentos, a população negra recebe um tratamento diferenciado que a impede de dar saltos de mobilidade social. As trabalhadoras negras são duplamente penalizadas, conforme estudo divulgado ontem.
A inserção e permanência no mercado de trabalho acontecem de forma precária e desigual. Os negros se concentram mais nos ramos de atividade agrícola, construção civil e prestação de serviços, principalmente trabalhos domésticos.
Ontem, depois de seis anos de uma longa luta judicial, os cariocas aproveitaram, pela primeira vez, o feriado em homenagem a Zumbi dos Palmares. As comemorações concentraram-se em frente à estátua do líder negro, na Praça Onze, centro do Rio. (Agência Estado)





