Pais de jovem querem prioridade em processo
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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Fábio Galão<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - Os pais do estudante de Direito Thiago Klemtz de Abreu Pessoa, morto a tiros em Curitiba em agosto, participaram ontem de uma reunião com o chefe do Estado Maior da Polícia Militar, coronel Isaías de Farias. Segundo Elias Mattar Assad, um dos advogados da família, foram apresentadas novas provas para a investigação da ocorrência e foi feito um pedido relativo à situação do policial apontado como o autor dos disparos.
''Foram feitos três apelos: para que este policial não participe de ações de policiamento ostensivo; para que ele não porte arma enquanto não ocorrer o julgamento; e que seja dada prioridade para o processo interno da PM, que pode deliberar pela exclusão dele'', afirmou Mattar Assad.
O crime ocorreu em frente à Sociedade Harmonia, no bairro Bigorrilho. Segundo testemunhas, Thiago foi morto a tiros pelo policial, que estava de folga. O PM disse que teria efetuado disparos para dispersar um tumulto, mas relatos apontaram que se tratou de uma execução. O estudante tinha 19 anos. O policial foi preso. No início deste mês, conseguiu um habeas corpus e responde em liberdade ao processo.
Segundo o advogado, ontem foram entregues à PM uma cópia dos depoimentos judiciais, um vídeo com dois novos testemunhos (de pessoas que teriam visto a conversa entre o estudante e o policial antes dos disparos), imagens de uma câmera de segurança de um condomínio localizado próximo ao bar e o relatório de uma reconstituição do crime feita por um perito contratado.
Segundo a PM, o policial está prestando serviços internos no Hospital Militar. A corporação informou que o pedido para que o PM não atue nas ruas já foi atendido e que analisará a legislação para atender à solicitação para que ele não use arma de fogo. A respeito do processo administrativo interno, a PM relatou que o procedimento terá início em breve e deve ser concluído em até 120 dias.
A FOLHA tentou contato com o advogado do policial, Cláudio Dalledone Júnior, mas a secretária do escritório informou que ele está de férias.


