Pais de Ewerton agora esperam laudo do DNA
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quarta-feira, 12 de maio de 2004
Candice Dequech<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Só daqui a 60 dias, no mínimo, José Vicente Gonçalves e Eliane Gonçalves, pais do menino Ewerton, desaparecido em Curitiba no dia 23 de dezembro de 1988, deverão saber se o corpo de um menino encontrado em Santo André, São Paulo, é mesmo o do filho do casal. Ontem pela manhã o casal fez a coleta de sangue para o teste de DNA no Instituto Médico-Legal (IML) de Curitiba. O exame deverá comparar as informações genéticas contidas na ossada do garoto com as dos pais. ''O exame será bastante complexo, uma vez que a ossada já encontra-se em estado de decomposição. E, dependendo do estado de decomposição dos ossos, ainda existe a possibilidade do exame não poder ser realizado'', adiantou o perito criminal Marcelo Malaghini.
O advogado da família, Elias Matar Assad, acredita na possibilidade do corpo encontrado ser mesmo o de Ewerton. ''Todas as evidências levam a isso. Primeiro: o corpo foi encontrado apenas 53 dias após o desaparecimento. Segundo: a mãe reconheceu as fotos feitas por peritos. Terceiro: o pai também reconheceu. Quarto: o exame de DNA feito há dois anos foi inconclusivo'', comenta o advogado. José e Eliane Gonçalves aguardam por um resultado já esperado. ''Temos quase certeza de que o corpo é mesmo de nosso filho. Só queremos dar um fim a história que já dura há 15 anos. Só queremos enterrá-lo decentemente embora tudo o que reste dele seja o crânio e um fêmur'', lamentou a mãe.
O envio do laudo do IML de São Paulo, com fotos do corpo encontrado em Santo André, só chegou nas mãos do casal em 2001, de forma anônima. Segundo o pai de Ewerton, o corpo tinha marcas de tortura, queimaduras e o garoto parecia ter morrido decorrente de um traumatismo craniano.


