Rio, 20 (AE) - Os pais do estudante de direito Rodrigo Acri, de 19 anos, sequestrado e supostamente assassinado pelos criminosos, fizeram hoje pela manhã exame de DNA na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). O empresário Rodolfo Acri, de 49 anos, e a mulher Tânia Acri, de 47 anos, fizeram exames de sangue e o resultado será comparado com o material do tecido do coração, do tecido ósseo do fêmur e fios de cabelo do corpo encontrado enterrado sábado em Magé, na Baixada Fluminense.
O resultado do exame deverá estar pronto no máximo em cinco dias, segundo o professor e diretor do Instituto de Biologia da Uerj, Eliseu Carvalho. Os pais do jovem vão entrar na Justiça contra o governo do Estado e a família dos criminosos. "Vou processar o Estado para forçar as autoridades a cuidarem da segurança da cidade, do País", afirmou Acri. "Pago impostos e já fui assaltado 13 vezes, e agora, o meu filho é sequestrado e assassinado como um animal", desabafou o empresário.
O governador Anthony Garotinho (PDT) disse hoje que a família tem o direito de ficar revoltada com o crime e emocionada, mas ressaltou que a polícia tentou resolver o caso sem a morte do jovem. "Entendo a angústia e sabemos que os pais estão agindo sob impacto emocional", frisou Garotinho.
Além dos exame de DNA, os pais do estudante procuraram um dentista que atendeu Rodrigo há quatro anos para tentar encontrar informações sobre a a arcada dentária, o que também ajudaria na identificação. "Queremos enterrar o nosso filho e acabar com esse sofrimento", disse Tânia.
O corpo de Rodrigo foi encontrado pela Divisão Anti-Sequestro (DAS), no sábado à noite, num sítio próximo à Praia de Mauá, em Magé. O ex-cabo da Polícia Militar Vinicius Esteves de Magalhães, de 33 anos, e o oficial da reserva do Exército Fábio Noronha de Barcelos, de 30 anos, foram presos pela DAS, após confessarem o crime. A polícia tenta localizar o outro supeito do crime, Fernando Abreu Walter, conhecido como Tefé.
O estudante foi sequestrado no dia 9 de junho, quando ia visitar a namorada, Daniela, na Vila da Penha, na zona norte do Rio. O jovem foi executado quase 28 dias depois de ter sido levado, com dois tiros na nuca. A família já havia pago o resgate no valor de R$ 56 mil.

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