A possibilidade do Colégio Aplicação de Londrina, que em 2018 completa 40 anos, fechar as portas será o principal assunto de uma reunião no final da tarde desta segunda-feira (14), às 18h, no CCH (Centro de Ciências Humanas) da UEL entre pais, professores e demais representantes da instituição. A preocupação aumentou depois que a direção da unidade de ensino trouxe à tona a mudança no artigo de uma resolução de 2014 que transfere a administração do Aplicação para a universidade.

Atualmente, a coordenação é dividida entre a UEL e a Seed (Secretaria Estadual de Educação). Enquanto os acadêmicos entram com o pessoal e manutenção do prédio, o governo sustenta o corpo docente. Se a alteração publicada na época no Diário Oficial do Paraná for seguida à risca, a direção do Colégio Aplicação já adiantou que não há como a UEL atuar sozinha na administração. Em entrevista à FOLHA na semana passada, o diretor Edmilson Lenardão observou que o acordo é renovado a cada cinco anos.

Nesse período de incertezas, o receio toma conta dos pais, principalmente dos 305 estudantes do 1º ao 5º ano, que têm aulas no campus da UEL. Jaqueline Alves, representante do grupo, descreveu o medo do termo de cooperação não ser renovado para o ano que vem. "Chega o mês de dezembro e não sabemos se faremos ou não as matrículas dos nossos filhos. Se isso (fechamento) realmente acontecer, será um transtorno imenso. Muitos de nós não têm como procurar outro colégio", disse.

Procurada, a assessoria da Seed informou que ainda está analisando o caso, mas que deve se manifestar oficialmente ainda nesta segunda-feira.

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