Londrina - A reunião de pais ocorrida ontem revelou mais problemas na Escola Municipal Arthur Thomas (Centro), que passou a oferecer ensino integral neste ano. Para o espanto de todos sequer havia água nos bebedouros e torneiras. O desabastecimento pôde ser acompanhado por mais de 150 pessoas que compareceram ao encontro.
Reportagem da Folha veiculada no início da semana revelou que parte do pátio da escola estava interditada porque o piso está cedendo, faltavam servidores, material pegagógico e as poucas vagas no refeitório contribuíram para que crianças comessem sentadas na escada. Depois da publicação, a escola recebeu mais mesas, cadeiras e merendeiras.
Pais questionaram os problemas durante a reunião e demonstraram preocupação. ''Fiquei chocada. Esperaram acontecer para depois fazer alguma coisa'', criticou a auxiliar de enfermagem Kelly Regina Munaretto. Outros problemas vieram à tona. ''Minha filha contou que nos primeiros dias não havia carteira suficiente na sala onde ela estuda. Fiquei chocada'', denunciou Simone Ferreira. ''São coisas pontuais que serão corrigidas aos poucos'', rebateu a diretora de Administração da Secretaria de Educação, Lucimara Carrer.
A secretaria abriu processo administrativo para apurar irregularidades e pede o afastamento da diretora Neiva Regina de Mello, sob alegação que ela seria contrária ao ensino em tempo integral e teria alterado disciplinas no contraturno. Ela nega as acusações e já acionou advogado para reverter o pedido de afastamento.
A diretora admite que tem erros na escola, mas que podem ser corrigidos. ''Com a escolaridade não temos problemas. A questão do contraturno está confuso, não com professores. O problema é na hora do almoço, jantar e recreios por causa do número de crianças e o espaço não é adequado. Sobre a falta de carne no almoço foi erro da cozinheira, mas já foi contornado'', concluiu.

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