País conseguirá fechar o ano com crescimento de 0,8% do PIB, diz ministro
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sexta-feira, 17 de dezembro de 1999
por Liliana Lavoratti 
Brasília, 17 (AE) - O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Martus Tavares, manifestou há pouco, em conversa com jornalistas, sua expectativa de que o País conseguirá fechar 1999 com uma taxa de crescimento de 0,8% do PIB, superando a previsão de meses atrás, de apenas 0,5% de crescimento. Este fato, segundo ele, permite confirmar a projeção já colocada pelo governo no projeto do Orçamento da União para o próximo ano, de um crescimento de 4%.
Tavares espera, também, que a inflação em 1999, medida pelo IPCA, possa ficar em torno de 9%, aproximadamente dentro das previsões do governo. Ele destacou que, em 1999, será possível cumprir a meta de superávit fiscal primário de R$ 30,1 bilhões para todo o setor público brasileiro, o que equivale a pouco mais de 3% do PIB.
Superávit - Tavares ressaltou que, de outubro de 98 a setembro de 99, comparado com os 12 meses anteriores (outubro de 97 a setembro de 98), o Brasil promoveu uma mudança radical no seu quadro fiscal. Ou seja, gerou um superávit primário equivalente a 4% do PIB, passando de um déficit de 1,2% do PIB de 97-98 para um superávit de 2,9% em 98-99. Em 98, o Brasil tinha tido superávit primário de 0,6% do PIB. Esse esforço fiscal, segundo ele, não foi só conseguido à base de aumento de receitas. No mesmo período de comparação, as despesas foram reduzidas em 1% do PIB, basicamente aquelas referentes a investimentos e programas do governo, onde é possível cortar.
Otimismo - O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão destacou ainda, na conversa com os jornalistas, que o cenário atual é muito positivo para 2000, na balança comercial - ele prevê superávit entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões -, e observou que isso será importante para diminuir a dependência de capitais externos, para o balanço de pagamentos.
Ele disse que a necessidade externa de financiamento deverá cair de US$ 71 bilhões em 99 para US$ 52,2 bilhões em 2000. Apesar desse cenário positivo, Martus Tavares assegurou que o governo não vai acomodar-se, continuando o esforço para concluir as reformas ainda pendentes de votação no Congresso - contribuição dos inativos, reforma tributária e Lei de Responsabilidade Fiscal, entre outras - para tornar permanentes os ganhos que o País vem tendo com este programa de estabilização fiscal, que é a base do acordo com o FMI.


