Pais aprovam a decisão
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quarta-feira, 31 de março de 2010
Silvana Leão<br>Reportagem Local 
Londrina - Pais ouvidos pela reportagem na tarde de ontem disseram aprovar a portaria do juiz da Vara da Infância e Juventude, Ademir Richter. ''Acho certo esse tipo de atitude. Meu filho mesmo começou a usar as pulseiras, há cerca de um mês, e assim que eu fiquei sabendo o que elas significavam tirei do braço dele. Minha preocupação foi com a interpretação que os outros podiam fazer daquilo lá no braço dele'', revelou a cozinheira Nilza Ribeiro, mãe de um adolescente de 12 anos.
O zelador João Batista dos Santos, pai de um garoto de nove anos, também disse concordar com a decisão, assim como outras mães que aguardavam a saída dos filhos em um grande colégio da cidade, ontem. Ele contou que ficou revoltado quando soube da violência sofrida pela adolescente na semana passada. A indignação foi com quem estava vendendo o acessório às crianças e jovens. ''É um absurdo oferecer um risco desses a eles. Acho que o juiz está certíssimo'', opinou. O filho de Santos chegou a comprar a pulseira de um vendedor em frente à escola, mas a pedido do pai parou de usar rapidamente.
Entre os alunos do colégio, vários ainda usavam o acessório. Entre eles as opiniões divergiam em relação à portaria. ''Não acho que isso seja necessário. Eu estou usando porque acho legal, mas para mim não significa nada'', disse um garoto de 14 anos que contou ter conseguido o acessório rosa com a avó. Já uma adolescente de 13 anos, com várias pulseirinhas no braço, afirmou que ''por um lado'' o juiz está certo porque houve um episódio de violência, mas por outro a medida é desnecessária. ''Vai da cabeça de cada um. Quem usa assume o risco.'' Outra garota de de 15 anos, que chegou a usar os adornos no final do ano passado, acha que ''demorou'' para que uma providência fosse tomada.


