Painel solar já fornece energia ao Zarya
PUBLICAÇÃO
sábado, 21 de novembro de 1998
Reuters 
Um foguete Proton russo colocou, na madrugada de ontem, às 4h40 de Brasília, numa órbita de 353 quilômetros de altitude, o módulo básico da futura estação espacial internacional. O módulo batizado de Zarya - aurora em russo - deverá receber, no início de dezembro, uma segunda conexão, transportada por uma nave espacial dos Estados Unidos, formando o primeiro conjunto da estação que deverá receber seus primeiros tripulantes no início do ano 2000.
Técnicos de supervisão do lançamento aplaudiram quando o módulo Zarya se separou do foguete propulsor e entrou na órbita da Terra. Este é um dia histórico, já que assenta as bases para uma nova estação, disse à imprensa internacional o ministro da Defesa da Rússia, Igor Sergeyev.
Os técnicos disseram que o módulo, tão logo entrou em órbita, abriu seus amplos painéis solares que convertem energia do Sol em eletricidade para alimentar os equipamentos de bordo.
A estação, que inicia uma nova era de cooperação entre Canadá, Estados Unidos, Europa, Japão, Rússia e Brasil, custará cerca de US$ 60 bilhões - a mais cara já construída. Quando estiver inteiramente concluída, em 2004, poderá alojar sete astronautas ao mesmo tempo em um espaço equivalente ao interior de dois Boeings 747.
O módulo Zarya irá fornecer a energia inicial, comunicações e propulsão à estação. Módulos posteriores irão assumir essas funções, e a partir daí o Zarya funcionará, basicamente, como um centro de depósito.
Ainda não será possível que seres humanos vivam no Zarya. Ele não tem sistemas de suporte de vida para fornecer oxigênio, saneamento e outros recursos essenciais. Os astronautas só poderão viver no Zarya sem seus trajes espaciais após a instalação dos alojamentos, em julho de 1999.
O Centro Espacial Khrunichev, da Rússia, montou o módulo, mas o trabalho foi financiado pelos Estados Unidos. O projeto é derivado das estações soviéticas Salyut. A Rússia cobriu os custos do foguete e do lançamento.


