Paiakan é condenado a 6 anos
A Justiça do Pará condenou, em segunda instância, o líder indígena Paulinho Paiakan, 43, a seis anos de prisão por atentado violento ao pudor. Em maio de 1992, Paiakan foi acusado de estuprar a estudante Sílvia Letícia Ferreira, na época com 18 anos.
Os juízes, que votaram a sentença por unanimidade, decidiram também que a mulher de Paiakan, Irekran Caiapó, acusada de co-autora do crime, deve cumprir seis anos em regime de semi-liberdade. Irekran teria a pena abrandada por ser indígena e em fase de adaptação a vida e meio social. Segundo a sentença, Irekran terá que morar próximo a alguma sede da Funai. Em 1992, Sílvia acusou Paiakan de tê-la estuprado com a ajuda de Irekran.
O crime teria acontecido no carro do líder indígena após um churrasco, em Redenção (a 1.085 km de Belém) do qual todos participavam. O crime repercutiu mundialmente já que, na mesma época, acontecia o ECO-92, Conferência Mundial sobre Meio Ambiente, no Rio de Janeiro. Em novembro de 1994, Paiakan e Irekran foram absolvidos do crime. O juiz Elder Lisboa Ferreira da Costa concluiu que não havia provas suficientes para a acusação de estupro e considerou Irekran inimputável por ser índia. O Ministério Público recorreu no mês seguinte, mas o recurso só foi julgado na última quinta-feira.
No depoimento que deu à polícia na época, Paiakan nega que tenha estuprado a estudante e aponta sua mulher como autora dos ferimentos na vagina encontrados no exame de corpo delito. Os advogados de Paiakan vão recorrer da sentença.Agência Estado(Não é permitida a reprodução total ou parcial desta foto dentro ou fora do Brasil)ViolênciaPaiakan nega que tenha estuprado a estudante Sílvia Ferreira e acusa a mulher, Irekran, de agredir a jovemAgência Folha





