Londrina - Fabiana da Silva, de 24 anos, deve receber alta hoje na Maternidade Municipal. Mas deixará o local sem o filho, que morreu durante o parto no domingo. Para o pedreiro Márcio Lopes, pai da criança, um erro médico pode ter sido a causa da morte de seu filho. Ele, inclusive, registrou na segunda-feira um boletim de ocorrência após a morte da criança.
''Nós estávamos no posto de saúde Orlando Cestari no meu bairro, o Jardim União da Vitória II, quando minha mulher começou a sentir as dores. Uma enfermeira que estava atendendo percebeu que era hora do parto. Lá no posto a enfermeira até brincou: 'o coração do seu filho bate como o de quem quer nascer já''', relatou.
De acordo com Lopes, uma ambulância do Samu demorou cerca de 50 minutos para chegar até ao local e levar a mulher dele para a maternidade. ''Às 20h55 foi registrada a morte do meu filho e eu quero saber por que me avisaram só depois da meia-noite. Alguma coisa está errada. E também perfuraram a bexiga da minha esposa durante a cirurgia'', afirmou.
Lopes contou que conversou com o gerente da maternidade. ''Ele me disse que o meu filho estava sem batimentos quando chegou aqui, então tiveram que fazer uma cirugia. Mas como estava sem batimento se lá no posto tudo estava bem?''
A reportagem entrou em contato com a direção da Maternidade Municipal, que preferiu não se manifestar sobre o caso. A Secretaria Municipal de Saúde informou, por meio da assessoria de imprensa, que está investigando o episódio e pretende se pronunciar hoje para informar as causas da morte do bebê.

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