Pai 'sequestra' filho recém-nascido de hospital
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 06 de agosto de 2010
Luciano Augusto<BR> Reportagem Local 
Um homem cuja identidade não foi revelada sequestrou na tarde de ontem o filho recém-nascido da Maternidade Municipal Lucila Ballalai, em Londrina, e o devolveu horas depois. O homem teria escondido o filho de três dias sob o casaco e saído pela porta da frente.
A assistente social da maternidade, Luciana Mazzarotto Cortez, relatou que ambos não tem moradia fixa, seriam usuários de drogas e estariam resistentes em aceitar ajuda para cuidarem da criança. A mulher já teria outros três filhos: um vive com a avó materna e outros dois com o pai. A situação foi relatada ao Conselho Tutelar e à Vara da Infância e Juventude.
No início da tarde de ontem, a mãe foi ouvida pelo juiz Ademir Richter. Segundo a assistente social, em razão do histórico dos pais e de não possuirem residência fixa, o magistrado decidiu suspender temporariamente a guarda dos pais e determinou que a criança fosse encaminhada para um abrigo municipal até que algum familiar assumisse a responsabilidade pelos cuidados ao menino.
Ao retornar para o hospital, a mãe teria feito contato com o pai e relatado a situação. Ele então teria entrado no hospital e sequestrado a criança do berçário por volta das 16 horas. ''O pai, sabendo do abrigamento, revoltou-se, colocou o bebê embaixo da blusa e saiu com o bebê pela porta da frente'', relatou o gerente da maternidade municipal, Euvilson Severino Silva. O fato foi comunicado à Polícia e à Justiça mas enquanto a queixa era registrada foi feito contato por telefone com o pai que, pressionado pelo risco de ser preso, decidiu devolver o recém-nascido. O delegado-chefe da Polícia Civil, Sérgio Barroso, analisou que o pai pode ser indiciado no crime de subtração de incapaz, uma vez que o bebê não havia recebido alta médica.
De acordo com o gerente, o bebê não sofreu nenhum tipo de violência e seu estado de saúde foi considerado bom. Enquanto não receber alta, a criança permanecerá escoltada pela Polícia Militar. O gerente da maternidade afirmou que em 18 anos de funcionamento é o primeiro caso do gênero registrado, mas admitiu que a segurança precisa ser revista. ''Vamos investigar, tomar as medidas cabíveis e melhorar a segurança'', garantiu. Por mês, a Maternidade Municipal realiza uma média de 300 partos.


