O corretor de seguros Marcelo Carmona, pai do garoto com suspeita de ter contraído leptospirose no Jardim Santo Antônio, na área central de Londrina, pretende mobilizar os moradores do bairro para cobrar do poder público medidas efetivas contra a proliferação de ratos na região. Segundo ele, a vizinhança está preocupada com a possibilidade de surgirem novos casos da doença, transmitida através da urina dos roedores.
‘‘Apesar da contaminação do meu filho, a Secretaria Municipal de Saúde não tomou nenhuma atitude no sentido de alertar os outros moradores sobre as precauções para não atrair ratos. Apenas vieram aqui e preencheram um questionário. Devia haver uma campanha informativa igual à feita para evitar a dengue’’, reclamou.
A médica Kátia Cilene Pereira, da Vigilância Epidemiológica de Londrina, explicou que o procedimento usual do órgão é visitar a residência onde há suspeita da doença e investigar as condições do local, examinando animais domésticos e os outros moradores. ‘‘Não temos planejada nenhuma campanha direcionada aos vizinhos, mas deixamos folhetos explicativos com a família para serem distribuídos. Não há necessidade de campanha, as orientações básicas de higiene são suficentes para evitar contaminação’’, argumentou.
Com relação à proliferação de ratos, a Vigilância Sanitária informou que o caso está sendo investigado de acordo com os procedimentos usuais, mas não há previsão de nenhuma ação para controlar o aumento dos roedores.
O garoto Mateus, 14 anos, filho de Carmona, entrou em coma no domingo de manhã como consequência da possível contaminação. Ontem à tarde, havia saído do Centro de Terapia Intensiva do Hospital Evangélico, mas continuava internado. De acordo com o pai, ele já estava conversando, se alimentou normalmente e apresentava quadro estável. O exame confirmando a contaminação por leptospirose deve sair em duas semanas, mas investigação feita no cachorro da família já indicou a presença da bactéria causadora da doença.

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