A paulista Rosana Carsoni, de 23 anos, que saiu de casa há cerca de dois meses sem avisar à família e chegou a ser apontada como uma das vítimas do motoboy Francisco de Assis Pereira reencontrou-se, ontem pela manhã, em Copacabana, na zona sul do Rio, com seu pai, o comerciante Nelson, de 54 anos, e o irmão Ronaldo, de 25. Emocionados, os dois admitiram a possibilidade de vir morar no Rio de Janeiro para estar perto de Rosana, que na terça-feira telefonou para casa desmentindo que tivesse sido vítima do maníaco e pelo qual nem mesmo foi abordada.
‘‘Pensei que tivesse perdido a minha garota e, agora, diante das circunstâncias, sou obrigado a virar carioca, alugar um apartamento e vir para cá de imediato’’, disse Nelson. Rosana pediu desculpas ao pai, mas admitiu que não pretende voltar para Diadema, na região metropolitana de São Paulo, onde morava com a família. Ela declarou que decidiu vir para o Rio ‘‘somente com a roupa do corpo e algum dinheiro’’ por três motivos: o desemprego, a vontade que tinha de morar sozinha, e a ‘‘rigidez’’ do pai. Rosana, que está trabalhando em uma padaria, disse que não avisou à família que estava no Rio porque teve medo.
‘‘Toda moça quer sair, bater perna, e o pai coruja não deixa, mas se ela quer independência, venceu’’, declarou Nelson. O projeto de Rosana agora é encontrar um namorado e trazer para o Rio o filho de dois anos que teve de deixar em São Paulo porque ‘‘não teria condições de cuidar sozinha’’.
Seu irmão, Ronaldo, fez um pedido de solidariedade às famílias que perderam filhas, vitimadas pela ação do maníaco do parque. ‘‘Nossa vontade é que todas essas famílias pudessem sentir a felicidade que estamos sentindo agora’’. Rosana disse que ficou em pânico quando soube que havia sido apontada como uma das vítimas do motoboy e declarou que ‘‘não cairia no conto de um homem que nunca viu’’.
Nelson e Ronaldo vieram ao Rio acompanhados do investigador Edson Barreto, da Delegacia de Pessoas Desaparecidas, que, a pedido de Nelson, tirou diversas fotografias da família na praia de Copacabana. O policial quis saber se Rosana havia sido vítima do maníaco, fato que não foi confirmado.

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