Brasília, 01 (AE) - O estupro de uma menina de 2 anos na noite de sexta-feira (26), em Santa Maria, cidade a cerca de 25 quilômetros do centro de Brasília, chocou a capital federal. A Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam), que investiga o caso, informou que o principal acusado pelo crime, com base em depoimentos de testemunhas, seria o próprio pai da menina, o serralheiro J.M.P.G., de 26 anos. J.M.P.G. foi preso no domingo, denunciado pela mulher e mãe da criança estuprada, A.P.C.F., de 20 anos. O serralheiro negou a autoria do estupro.
Na sexta-feira, por volta das 22h30, ela deixou a filha em casa com o marido para ir até uma vizinha buscar outro filho do casal. Ao voltar, alguns minutos depois, encontrou a menina de bruços, chorando e ensanguentada. O marido parecia dormir em outra cama, no mesmo quarto.
A delegada-substituta de Atendimento à Mulher, Marta Vargas, disse que está na profissão há oito anos e viu pouquíssimos casos semelhantes de brutalidade contra um ser humano. "Trata-se de uma criança de 2 anos, é uma situação muito constrangedora", disse. A mãe da criança lembrou, emocionada, que o crime chegou a provocar- lhe uma reação fisiológica, tal a sua brutalidade. "Fiquei com tanto nojo que vomitei", disse ela, que ainda guarda o lençol ensanguentado, sobre o qual a filha foi estuprada.
O exame do Instituto Médico Legal (IML) constatou que houve rompimento do hímen, com ferimentos na vagina e nas proximidades do ânus da menina, que chorou muito. O que se sabe até agora é que o marceneiro chegou em casa após tomar algumas cervejas com os amigos, deitou-se sobre a menina e a teria estuprado, enquanto a mãe estava ausente. Uma vizinha, que ouviu o choro da criança, teria presenciado a cena do estupro através de um pequeno buraco na parede.
O acusado será transferido da Deam para a Central de Polícia Especializada (CPE), onde ficará até o julgamento. A delegada Marta Vargas não acredita que o serralheiro corra risco de vida na CPE ou no presídio, futuramente, se for condenado. A delegada disse que há celas separadas para quem comete crimes sexuais na CPE e no Presídio da Papuda.

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