Pai defende responsabilização do menor
Hoje de manhã participa da Jornada Municipal sobre Responsabilidade Juvenil o advogado Ari Friedenbach, pai de Liana Friedenbach, morta em novembro de 2003 por um menor - conhecido como Champinha - e outros quatro maiores em uma mata em Embu-Guaçu, região metropolitana de São Paulo.
Logo após o crime, Friendebach chegou a participar da apresentação de uma proposta de emenda constitucional para redução da maioridade penal para 13 anos. Ontem, porém, ele explicou por que mudou de idéia. ''Fui levado a Brasília sem ser questioanado sobre o assunto. Me usaram para propor uma idéia. No início até a abracei, afinal a redução é a resposta mais simples e rápida. Mas com o tempo fui me inteirando do assunto e hoje defendo outra posição: a responsabilização do menor que comete crime hediondo'', explicou.
A proposta do advogado é que cada menor envolvido com este tipo de crime passe por avaliação de uma junta psiquiátrica, que vai determinar se ele tem ou não noção do que ele fez. ''Se tem, deve responder de acordo com o Código Penal, em instituição penitenciária da Febem. Se não, deve ser encaminhado para tratamento médico em instituição específica''.
Como o caso que envolveu sua filha teve grande repercussão, Champinha não foi solto após completar a maioridade, como normalmente acontece. O juiz o considerou perigoso e o encaminhou para uma clínica psiquiátrica. ''Ele está lá por causa de uma acerto que foi feito, em uma solução não usual para este tipo de caso. Isto deveria ser um padrão de conduta, mas não é'', criticou.(S.L.)





