Pai de Rosa desconhece pertences
O pedreiro Manoel Firmino de Lima, 44 anos, pai da telefonista Rosa Alves Neta, 21 anos, desaparecida desde 24 de maio, não reconheceu como sendo dela nenhum dos pertences encontrados pela polícia no Parque do Estado.
O motoboy Francisco de Assis Pereira reconheceu Rosa como uma de suas dez vítimas. Pereira viu ontem fotos de mulheres desaparecidas. Apesar de a polícia ter dito a ele que acredita que Rosa seja uma das vítimas do maníaco, Lima afirmou que saiu mais tranquilo após o depoimento que prestou ontem aos policiais do DHPP.
Pode ser o fim de um sofrimento que eu não consigo nem descrever, mas, mesmo assim, ainda espero que não seja a minha filha , disse Lima, que é separado da mãe de Rosa, Luiza Rosa Diniz, e mora em Piracicaba. Foram apresentadas por policiais da equipe C-Sul do DHPP roupas, sapatos e outros objetos encontrados próximos aos locais onde estavam os corpos, mas o pedreiro não reconheceu nada.
O Instituto Médico Legal exumará hoje, às 10 horas, o corpo encontrado na mata do parque do Estado no último dia 15 de maio, que pode ser o da professora de dança Michele dos Santos Martins, que tinha 19 anos quando foi vista pela última vez, no último dia 10 de abril. O corpo foi sepultado, sem identificação, no dia 28 de maio, no Cemitério Dom Bosco, em Perus (zona noroeste de São Paulo), depois de não ser reconhecido no IML. O pai de Michele, o vendedor Moisés Martins Filho, reconheceu uma correntinha de ouro com um coração, no último dia 29, como sendo de sua filha. Segundo o delegado Basilio Samofalov, titular da Delegacia de Pessoas Desaparecidas, a família de Michele já providenciou, no Paraná, a ficha dentária da professora de dança para que os dados possam ser comparados com os da arcada sepultada em Perus.Mônica Zarattini/AEEsperançaManoel Firmino Dinia, pai de Rosa Alves, não reconheceu pertences encontrados no Parque do EstadoAgência Folha





