Londrina - Parentes e amigos do policial militar assassinado Rodrigo Nino Ximenes, de 21 anos, participaram ontem da missa realizada em homenagem ao jovem no Santuário Nossa Senhora Aparecida, igreja matriz de Arapongas (Centro-Norte). O crime completou ontem uma semana. ''É uma dor que não passa. Ele não era só meu filho, era meu melhor amigo'', lamentou o pai da vítima, Valdecir Ximenes.
Rodrigo Ximenes foi morto dentro do apartamento que dividia com a namorada no Jardim Igapó (zona sul de Londrina). Maria Eugênia Scudeler Pasquini, também policial militar lotada no 5º Batalhão, confessou a autoria do crime, alegando ter agido em legítima defesa. Ela está presa.
Ximenes e Maria Eugênia haviam se conhecido há poucos meses. Segundo o pai dele, o policial tinha acabado de sair de um relacionamento traumático e tentava se reerguer emocionalmente. ''Meu filho era noivo e um mês antes do casamento perdeu a mulher, vítima de uma complicação renal. Ele ficou muito triste e tentava de recuperar'', disse.
Ximenes havia apresentado a nova namorada para a família no início de dezembro. ''Ela esteve até na minha residência. Tenho aqui um cartão dela, enviado ao meu filho e que nem havia sido aberto, comemorando os primeiros 30 dias de relacionamento. Como ela pôde fazer isso'', indagou.
O inquérito policial militar elaborado pelo 5º Batalhão foi remetido para a Corregedoria, em Curitiba. De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Militar do Paraná, o processo passará por análise. A corregedoria tem prazo de 40 dias para fazer análise do caso, prorrogável por mais 20. Depois, o processo pode ser encaminhado para a Vara da Justiça Militar.
''Meu filho era muito correto no que fazia, jamais teria capacidade de matar um bicho, quiçá levantar a mão para uma mulher ou empunhar a faca contra a namorada. Eu quero que os fatos sejam elucidados e que ela (Maria Eugênia) pague por tudo que fez, que a justiça seja feita'', afirmou o pai da vítima.
João dos Santos Gomes filho, advogado de Maria Eugênia, não foi localizado para comentar os fatos. Ele havia prometido ingressar com pedido de relaxamento de prisão após a conclusão do inquérito policial militar.

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