Jacarta, 09 (AE-AP) - As milícias antiindependência assassinaram o pai do líder do movimento separatista do Timor Leste, José Alexandre Xanana Gusmão. A informação, que havia sido primeiro divulgada pela agência de notícias portuguesa Lusa
foi confirmada hoje (09) por uma pessoa próxima a Xanana. Manoel Francisco Gusmão tinha 80 anos e foi assassinado num dos massacres ocorridos em Timor Leste. Não foram divulgados detalhes de quando ou como ele teria morrido. Também não há informações sobre a mãe do líder timorense que, de acordo com a Lusa, está desaparecida desde que os milicianos incendiaram as casas do subúrbio de Vila Verde, em Dili. O assessor de Xanana, falando sob a condição de anonimato, disse que o líder timorense ainda não recebeu notícias sobre sua família, o que só deverá ocorrer depois que ele terminar a série de reuniões do dia com enviados estrangeiros. Xanana continua na Embaixada da Grã-Bretanha, onde está refugiado desde que foi libertado da prisão domiciliar nessa terça-feira. A morte de seu pai deverá aumentar o rancor de sua libertação, quando a Indonésia expressou a esperança que ele pudesse acalmar a violência no território - embora soldados indonésios e seus aliados sejam os responsáveis pelos atos criminosos. Xanana, de 53 anos, é o mais cotado para ser o primeiro presidente de Timor Leste.

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