Pai de Isadora nega envolvimento
Claudio Fraenkel, pai de Isadora Fraenkel, cujo desaparecimento pode estar relacionado com o motoboy Francisco de Assis Pereira, disse ontem, em São Paulo, acreditar que ela tenha sido assassinada em 10 de fevereiro. Nesse dia, ela foi vista pela última vez saindo do prédio onde moravam seus avós, no Itaim-Bibi, zona sul, na companhia de um homem de cabelos castanhos e compridos.
Fraenkel aparentava insatisfação com a ação da polícia e espera que Pereira - principal suspeito de ser o maníaco do Parque do Estado - dê informações sobre a localização de sua filha. Não quero acusá-lo de assassinato, mas acho que sabe onde ela está.
O motoboy foi detido em fevereiro após ter usado dois cheques de Isadora, quando ela já estava desaparecida, para comprar um capacete e saldar dívidas em um bar. Pereira alegou, na época, que era namorado de Isadora e ela lhe teria dado os cheques. Fraenkel voltou a contestar essa versão: Isadora nunca namorou Francisco.
Segundo ele, Isadora namorava um rapaz chamado Artur, que em uma nota divulgada por Fraenkel disse jamais a ter ouvido falar sobre o motoboy. Ela não teve tempo de conhecê-lo; passou o mês de dezembro com sua mãe no litoral, diz Fraenkel.
Ele vê diferenças entre os casos do maníaco do parque e o desaparecimento de Isadora. Ela desapareceu com cheques, as outras por questões sexuais. Por causa disso, ele não acredita que, caso sua filha esteja morta, o corpo possa ser encontrado no Parque do Estado.
O porteiro Edvaldo Figueiredo Conrado, que trabalha no prédio onde moravam os avós de Isadora, não reconhece Pereira como o homem com quem ela saiu na noite em que desapareceu. O homem tinha cabelos castanhos, encaracolados e compridos até o pescoço, era branco e usava um moleton folgado.
Conrado afirma nunca ter visto esse homem antes. Ele trabalha como porteiro do edifício há três anos e lembra que ao anunciar o homem a Isadora, ela logo o mandou subir, sem pedir mais detalhes. Eles ficaram cerca de 40 minutos no apartamento e depois saíram por volta das 20h30. Conrado voltou ao DHPP para tentar identificar esse homem, anteontem. Apresentaram outras fotos, além das que eu já havia visto. Não reconheceu ninguém.
Policiais da Delegacia de Pessoas Desaparecidas do DHPP foram a Santos ontem à tarde averiguar uma denúncia anônima de que Isadora estaria em um ponto de ônibus, na divisa com São Vicente. Até o fim da tarde, não havia informações sobre a busca.Luiz Carlos Leite/AEOnde está Isadora?O pai de Isadora Frankael, Claudio Frankael, fala sobre o desaparecimento da filha e desmente o envolvimento dela com o motoboy Francisco PereiraEspecial para AE





