Morreu, na tarde desta segunda-feira (10), Valdir Siena, de 58 anos, pai de Rachel Espinosa, ex-namorada do guarda municipal Ricardo Leandro Felippe. Siena estava internado desde o dia 3 no Hospital Evangélico após ser baleado dentro da própria casa. O agente da Guarda Municipal de Londrina é suspeito ainda pelas mortes de Ana Regina do Nascimento Ferreira, de 34 anos, sócia da atual companheira dele, e do neto de Siena, um adolescente de 16 anos.

Segundo a Polícia Civil, o guarda municipal foi armado até o local de trabalho da companheira, no Parque Guanabara (zona sul), e, como não encontrou a mulher, atirou na sócia dela. Em seguida, ele fugiu do local do crime, roubou três carros e foi até a casa de Raquel, no Jardim Leonor (zona oeste). Como ela também não estava em casa, atirou no pai, no filho, na mãe e no avô dela.

O garoto morreu na hora. Siena foi baleado no braço e no tórax e não resistiu aos ferimentos. A mãe foi atendida na Santa Casa com ferimentos nas costas e liberada na manhã de terça-feira (4). O avô levou um tiro de raspão na cabeça, foi atendido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim do Sol e teve alta ainda no mesmo dia.

O advogado do guarda municipal, Luca Carrer, informou que teve nesta segunda a primeira reunião com o cliente dentro da penitenciária. Segundo ele, até o final da tarde desta segunda-feira, Felippe ainda não havia sido informado da morte da terceira vítima. "No início da tarde, como eu estava dentro da prisão e sem o celular, não pude informá-lo", contou. O advogado relatou que, com os novos acontecimentos, ainda vai definir como vai estruturar a defesa. Carrer disse ainda que deve repassar informações mais detalhadas à imprensa nos próximos dias.

Felippe está preso em uma cela especial na unidade 1 da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL). Após ser capturado em Maracaí, no interior de São Paulo, na terça-feira passada (4), o suspeito foi transferido para o 4º Distrito Policial, onde funciona a Central de Flagrantes da Polícia Civil. Um dia depois, no entanto, a defesa conseguiu a transferência dele ao alegar que o agente "estava em um local improvisado e totalmente desumano".

A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil para saber como fica a situação de Felippe no inquérito que apura os crimes, mas foi informada que a 10ª Subdivisão Policial só iria se pronunciar após receber a confirmação oficial da morte de Siena pelo Instituto Médico-Legal (IML). (Colaborou Pedro Marconi)

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