Curitiba - Vinicius Coelho, pai do adolescente Bruno Strobel, assassinado por vigilantes da empresa Centronic em outubro de 2007, afirmou anteontem, em depoimento à Justiça, que recebeu ameaças. Coelho relatou ter recebido uma ligação anônima dois dias após a libertação de dois dos três acusados de matar Bruno. ''Ligaram várias vezes, de madrugada'', afirmou. Numa das ligações uma voz masculina teria dito: ''Você vai ver''.
O habeas corpus concedido aos vigilantes Marlon Janke, Douglas Sampaio Rodrigues e Eliandro Marconcini foi um momento de tensão para a família. ''Estão todos destroçados'', declarou. A medida foi suspensa pela Justiça. Hoje, apenas Douglas e Janke estão presos. Marconcini está foragido. O advogado Flávio Lins entrou dia 9, com um novo pedido de habeas corpus.
Visivelmente emocionado, Vinicius confirmou em juízo as informações que havia prestado durante o inquérito policial.
Coelho negou que o filho consumisse drogas. O questionamento, feito pelo advogado Claudio Dalledone, que defende Sampaio, foi indeferido pelo Juiz Kennedy Josué Greca de Mattos. No entanto, o pai de Bruno fez questão de afirmar que o filho não era viciado. Também foi ouvido o empresário Juliano Gaiovi, que estava no bar A Gata Comeu no dia do crime. ''Era um rapaz tranquilo'', afirmou.
Segundo o promotor Diego Fernandes Dourado deverão ser ouvidas mais três testemunhas da acusação, entre elas o delegado Jairo Estorílio, que era o titular da Delegacia da cidade na época do crime. ''Vamos pedir também uma acareação entre o delegado e uma funcionária da Centronic.'' A próxima audiência está marcada para o dia 20.

mockup