Pai confessa ter matado o filho para ficar com herança
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2000
Por Ivan Marcos Machado, especial para a AE 
Jundiaí, SP, 11 (AE) - Durval Alves da Silva, de 47 anos
foi preso ontem, em Várzea Paulista (SP), sob a acusação de ter matado seu próprio filho, Robson de Lima Silva, de 20. Marco Antônio Ferreira, de 38 anos, conhecido como "Marco Gago", supostamente cúmplice de Durval Silva, está foragido. O crime teria sido motivado pela herança deixada pela mãe do rapaz, seis casas de aluguel no Jardim Promeca. Segundo a polícia, o acusado confessou o assassinato dizendo que sua intenção era "se livrar do canalha para ficar com tudo só para ele".
O crime revoltou a cidade pelos requintes de crueldade. De acordo com a polícia, Durval Silva deixou seu filho agonizando após disparar cinco tiros contra ele. Como o rapaz não morria, o enforcou e depois colocou fogo em seu corpo. O caso só foi resolvido graças a uma testemunha que o denunciou à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Campinas, qua atua em toda reagião. O nome da testemunha está sendo mantido em sigilo.
Crime - O assassinato foi praticado no sábado passado, na hora do almoço. De acordo com o depoimento de Durval Silva à polícia, com a ajuda do cúmplice, ele levou o filho para o quintal e lá, disparou dois tiros no rapaz. Duas horas e meia mais tarde, os dois retornaram ao quintal e viram que Robson ainda estava vivo. Então, dispararam mais três tiros de revólver calibre 38. Às 21 horas, voltaram para ver se o jovem estava morto e ele ainda gemia.
Por isso, resolveram enforcá-lo. Na manhã de domingo, Durval Silva comprou cinco litros de gasolina e, em um matagal na cidade de Campo Limpo Paulista, ateou fogo no corpo do rapaz, para dificultar a identificação. Após confessar o crime, ele foi levado para a Cadeia Pública de Jundiaí, onde aguardará julgamento.


