Pai cobra que mandante seja julgado
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quinta-feira, 01 de novembro de 2012
Lúcio Flávio Moura <br> Reportagem Local 
Londrina - O aposentado Luiz Rossi viveu ontem mais do que ninguém a expectativa do segundo julgamento do caso Amanda, a estudante da Unopar morta por asfixia na casa de máquina da piscina do campus do Jardim Piza (Zona Sul de Londrina) no dia 27 de outubro de 2007.
Pai da vítima e líder da mobilização que lutou contra a impunidade dos autores do homicídio, Luiz Rossi diz que ainda está adiando o momento de suspirar aliviado. ''Minha esposa Maria Francisca e minha outra filha, a Isadora, ainda precisam de apoio psicológico. Eu só aguentei, resisti este tempo todo, porque sou um homem muito religioso, muito católico'', afirma, lembrando com orgulho da sua atividade como vicentino na Vila da Fraternidade. ''Hoje, ficaria satisfeito se fosse aplicada uma pena parecida com as condenações do primeiro julgamento.''
Para se considerar satisfeito, afirma o aposentado, ele quer que o mandante do crime vá a júri popular e enfim encerre um dos casos mais comentados da crônica policial londrinense na década passada. ''Confio muito no Ministério Público e sinto que estamos perto da revelação de quem mandou matar minha filha'', afirma. ''Não luto por mim, somente. Mas por todas as famílias que são vítimas da impunidade. Mas logo teremos uma novidade no caso. Temos que aguardar.''
Embora já com duas condenações consumadas, o caso ainda permanece sem resposta para duas indagações mais importantes: quem foi o mandante do crime e qual foi sua motivação.
Pouco mais de cinco anos depois do crime, o terceiro envolvido no homicídio, de acordo com o inquérito, sentou no banco dos réus.
Mesmo após 10 horas de audições de depoimentos ao vivo ou por vídeos, Luiz Viera Rocha, de 38 anos, escoltado por dois policiais e vestido com uniforme de detento, se mantinha impassível, à espera do próprio depoimento, última audição da juíza Elizabeth Kather (titular da 1 Vara Criminal) e dos sete jurados (todos homens) antes do veredicto. Graças a uma manobra da defesa, ele ganhou o direito de ser julgado separadamente da dupla já condenada.
A expectativa de gente experiente que foi ao tribunal era de que o julgamento fosse tão longo quanto o que condenou os outros dois envolvidos no crime, Alan Aparecido Henrique e Dayane de Azevedo, a 21 e a 23 anos de prisão, respectivamente, em setembro de 2011. Na ocasião, o julgamento se arrastou por 22 horas e os réus foram condenados por homicídio triplamente qualificado.
O julgamento começou ontem às 9 horas, uma hora antes do réu chegar ao tribunal. Foram ouvidos o pai de Amanda, a irmã da vítima, a universitária Isadora, os peritos criminais Luciano Bucharles e Pedro Faraco, o frentista Isaias Moraes, e dois funcionários da Unopar. Em seguida, foi exibida uma longa série de depoimentos colhidos em vídeo por ocasião do primeiro julgamento. Até o fechamento desta edição, às 21h30, ainda não havia nenhuma perspectiva de encerramento do julgamento.


