Brasília - Jayro Tapajós, pai biológico de Osvaldo Martins Borges Júnior, 16 amos, avalia que o filho teve uma atitude ''digna'' na coletiva de imprensa hoje ao defender sua mãe adotiva, Vilma Martins Costa, da acusação de sequestro divulgada pela Polícia Civil de Brasília.
Para Tapajós, Júnior precisa de espaço e sossego para absorver os acontecimentos dos últimos dias. Há uma semana, Júnior fez um exame de DNA que constatou que ele é o ''Pedrinho'', menino procurado em Brasília desde que foi sequestrado da maternidade em Brasília com um dia de vida.
''Ele já estava lidando com a morte do pai adotivo (que morreu de câncer no mês passado). Depois descobriu que tem um pai vivo. Depois a mãe dele foi colocada sob suspeição. É claro que ele é a pessoa mais prejudicada nessa história'', disse Tapajós, se referindo à reclamação de Júnior sobre a atitude da polícia.
De acordo com Tapajós, Júnior só passará de ano ''se for muito inteligente''. ''Fazer provas nessas condições é uma coisa muito complicada'', disse.
Tapajós, que se relaciona melhor com Júnior, disse que não falou com o filho ou a polícia depois da divulgação da acusação. Ele acredita que a polícia não quer envolver o casal na investigação para evitar prejuízos no relacionamento das duas famílias.
A mãe biológica, Maria Auxiliadora Braule, a Lia, não quis dar entrevista. Ela chegou a dizer que ficaria na casa de uma amiga em Minas Gerais para aliviar o estresse da semana, mas permaneceu em casa. Ainda há expectativa de que Júnior passe as férias de fim de ano com eles em Brasília.

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