São Paulo, 16 (AE) - O anúncio de padronização da velocidade máxima permitida nas ruas de São Paulo foi bem-recebido pelos motoristas. Com a alteração determinada pela Secretaria Municipal de Transportes, a partir de janeiro, será mantida a mesma velocidade ao longo de toda a via, com limite estabelecido de acordo com a classificação - via arterial, coletora, local ou de trânsito rápido. Atualmente, a variação de velocidade numa mesma via tem provocado queixas de risco de acidentes e sendo usada como álibi para recorrer de multas.
Para o comerciante David Forner, o sistema atual prejudica a segurança dos motoristas, que têm de ficar atento às bruscas mudanças de velocidade, principalmente em vias de trânsito rápido, como a pista expressa da Marginal. "É preciso reduzir, de uma hora para outra, de 90 km/h para 80 ou 70 km/h, o que pode causar acidentes".
O representante comercial José Roberto Pugliese usa o carro para visitar clientes, em diversos bairros, e acredita que o risco de multas vai cair. "Não vou mais me preocupar tanto em escapar dos radares". A funcionária pública Lúcia Fernanda de Oliveira concorda com ele: "Agora, basta uma aceleradinha para levar uma multa". Código - Segundo o secretário municipal dos Transportes, Getúlio Hanashiro, além de obedecer à nova classificação do Código de Trânsito Brasileiro, o objetivo da padronização das velocidades máximas é o de disciplinar o motorista. "Ficará mais fácil a percepção das regras do trânsito e o motorista, daqui para a frente, não vai mais poder alegar o desconhecimento do limite de velocidade quando recorrer de uma multa".

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