A interdição do galpão onde funciona o Santuário Terço Bizantino, no bairro de Santo Amaro, em São Paulo, não desanimou o padre Marcelo Rossi nem os fiéis que participam de suas celebrações. Ontem pela manhã ele rezou missa do alto de um trio elétrico, na rua, acompanhado por uma cerca de 15 mil pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar. ‘‘Para quem ama Jesus esse sacrifício vale a pena’’, disse o padre aos fiéis. A rua foi interditada com o apoio da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).
Durante toda a celebração, durante uma hora e meia, Rossi mostrou-se entusiasmado e procurou animar a multidão. ‘‘Como é bom estar ao ar livre’’, dizia. Entre os fiéis, o entusiasmo era correspondido. ‘‘Vamos ajudá-lo de todas as maneiras’’, prometeu Maria Eunice Alves, uma das católicas . ‘‘Estamos prontos para travar uma batalha espiritual, com muita oração.’’
O padre anunciou ontem que continuará celebrando missas na rua até a liberação do santuário, que funciona no galpão de uma antiga fábrica, com área aproximada de 8 mil metros quadrados. Em cada uma das missas que vinha fazendo no local, aos sábados, domingos e quintas-feiras, ele reunia cerca de 30 mil fiéis.
O santuário foi interditado na quarta-feira pelo Departamento de Controle do Uso de Imóveis (Contru), vinculado à Secretaria Municipal de Habitação. Segundo o diretor do órgão, engenheiro Carlos Alberto Venturelli, o telhado do galpão oferecia risco aos fiéis. Segundo Venturelli o galpão não foi projetado para shows com música. Ele disse que ainda não é possível prever quando o santuário será reaberto. ‘‘Vai depender da rapidez com que fizerem as mudanças e do laudo dos engenheiros.’’

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