O padre S.S.O., de 62 anos, da Paróquia São João Evangelista, na Penha, zona leste de São Paulo, foi preso ontem, acusado de estuprar quatro mulheres e por corrupção de menores. A Justiça decretou sua prisão temporária por cinco dias, prorrogável por mais cinco. Ao fim das investigações, o delegado Roberto Gonçalves, do 10º Distrito Policial, enviará inquérito à Justiça pedindo sua prisão preventiva.

Até julho de 1999, o padre trabalhou em uma paróquia de Curitiba, sendo então transferido para São Paulo. Na cidade de Irati, próxima da capital, ele tinha uma casa e muitos amigos. Ofereceu às famílias a possibilidade de enviar as filhas para São Paulo, tendo escola, alimentação, roupas e emprego.

E., de 14 anos, e M., de 17, aceitaram morar na Casa Paroquial, na Rua Sinanduva, 223, na Vila Marieta, Penha. Segundo o delegado, passado algum tempo, o padre chamou E. e a pressionou. ''Se ela não fizesse sexo com ele, seria mandada de volta a Irati'', disse. ''Sob pressão, a moça cedeu.'' Em outubro, ela voltou para sua cidade. Sem E., o padre voltou-se para M. ''Fez o mesmo com ela.''

No ano passado, o padre trouxe V., de 16 anos, e C., de 18, que também teriam sido violentadas. Em março, as três decidiram mudar-se. Oliveira, no entanto, foi fiador da casa que alugaram. ''Ele mantinha relações com elas no Hotel Aspen, na Avenida Aricanduva'', disse Gonçalves. Além disso, o acusado tirava fotos das garotas nuas. Anteontem, as vítimas o denunciaram à polícia.

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