Padre depõe sobre morte de sindicalista de Rio Maria
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quarta-feira, 03 de fevereiro de 1999
Por Carlos Mendes, especial para a AE 
Belém, 03 (AE) - O padre Ricardo Rezende, jurado de morte, que apóia a luta dos sem-terra no sul do Pará, depõe amanhã (04) no Tribunal a Justiça do Rio de Janeiro sobre o assassinato do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rio Maria, João Canuto. O crime aconteceu no dia 18 de dezembro de 1985.
Os fazendeiros Vantuir Gonçalves de Paula, Ovídio Gomes e o ex-prefeito de Rio Maria, Adilson Laranjeiras, foram acusados pelo Ministério Público de planejar o assassinato de Canuto, morto com cinco tiros por dois pistoleiros quando estava na frente do sindicato. Os fazendeiros apontavam Canuto como incentivador de invasões de fazendas na região.
Temendo as ameaças anônimas de morte, o padre saiu há dois anos do Pará e mora no Rio de Janeiro. Ele foi arrolado no processo como testemunha de acusação e depõe através de carta precatória. O processo se arrasta há 14 anos no Tribunal de Justiça do Pará e ainda está na fase de depoimentos de testemunhas.


