Padre crê em legitimidade de fenômenos
O padre palotino Achylle Rubin, de Cascavel, já veio a Apucarana algumas vezes para acompanhar as aparições de Nossa Senhora e diz não ter dúvida sobre o fenômeno. ''Venho com o espírito de fé e considero que são válidas e importants as aparições de Maria. Pelo que tenho observado, o que acontece aqui é algo legítimo'', afirma. Ele faz questão de dizer, entretanto, que não se posiciona em nome da Igreja, já que esta seria uma competência da ''autoridade eclesiástica''.
Rubin explica que a falta de reconhecimento oficial não impede que os fiéis frequentem os locais das aparições em várias partes do mundo. Ele cita como exemplo a pequena Medjugorje, na ex-Iugoslávia, onde um grupo de crianças teria visto Nossa Senhora, pela primeira vez, em 1981.
A peregrinação ao local aumentou tanto que alguns bispos foram conversar com o papa João Paulo II. O papa quis saber se as pessoas rezavam no local e se havia confissões e conversões. Os bispos responderam que sim e que até faltariam padres para atender tantas confissões. Diantes das respostas, o papa teria dito: ''O que vocês querem mais então? Estes são os sinais do céu''.
Para o padre Rubin, as aparições estão aumentando em várias partes do mundo porque Nossa Senhora está preocupada com a humanidade. ''Nós estamos em uma situação tão difícil, de tanta violência e corrupção, que é preciso que Deus intervenha com sua misericórdia e advertência para que a humanidade se volte ao verdadeiro sentido da vida.'' Por isso, segundo ele, as mensagens de Nossa Senhora, independente do lugar, sempre pedem a oração em família e a penitência dos fiéis.
Impressionante
O padre Rubin, que já viu as feridas do vidente Valdecir Antonio Moroti, diz que ficou ''muito impresssionado'' com as características dos ferimentos. Ele cita como exemplo a chaga que fica do lado direito do tórax e que tem o tamanho de uma lâmina. ''A ferida, mesmo existindo há anos, é como se tivesse sido feita neste momento. É nova e não tem nenhum aspecto de cicatrização. Há momentos que verte muito sangue e muita água. É uma coisa rara, muito rara''. E apesar da curiosidade que o caso desperta, o padre destaca que ''tudo acontece de uma forma simples, discreta e sem sensacionalismo''. (E.A.)





