Nova York - Um padre de 64 anos que foi retirado do cargo em abril, após o surgimento de acusações de que ele teria abusado sexualmente de jovens, suicidou-se anteontem em um instituto psiquiátrico católico, confirmaram ontem fontes da Igreja, que pediram orações por sua alma, e da polícia.
Este foi o segundo suicídio de um religioso desde fevereiro, quando teve início o escândalo de pedofilia que abala a Igreja Católica americana e que já levou à prisão de vários padres.
Durante uma entrevista coletiva à imprensa, o bispo William Lori, da diocese de Bridgeport, Connecticut, declarou-se ‘‘profundamente entristecido’’ com a ‘‘morte trágica’’ do padre Alfred Bietighofer, que trabalhava em uma paróquia desse estado do Nordeste dos Estados Unidos.
Bietighofer foi encontrado enforcado em seu quarto no Instituto Saint Luke, um centro psiquiátrico de Maryland. Funcionários do local contaram que ele estava ‘‘pendurado na porta do quarto’’, informou Diane Richardson, porta-voz do Departamento de Polícia do condado Prince George, em Maryland.
O padre, da paróquia Saint Andrew, em Bridgeport, renunciou em 29 de abril, depois que um jornal do estado publicou que quatro homens o acusaram de ter abusado sexualmente deles quando eram menores de idade, segundo a imprensa. Depois do surgimento destas acusações, Bietighofer foi enviado ao centro Saint Luke, perto de Washington, onde estão internados padres com problemas psicológicos, de depressão e de alcoolismo.

mockup