Brasília - Pouco mais de dois meses após lançar o Mais Médicos em cerimônia no Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff fez um novo evento com foco no programa federal, cujo objetivo é aumentar a presença de médicos no interior do País e em periferias de grandes capitais.
Num salão com diversos ministros da Esplanada dos Ministérios e 680 médicos intercambistas inscritos no programa - a maior parte deles de Cuba -, Dilma sancionou a lei com alguns ajustes feitos pelo Congresso Nacional.
Em seu discurso, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, negou que o programa tenha caráter eleitoreiro e deu exemplos de cidades que já receberam os profissionais do programa e de brasileiros que passaram a ter melhor atendimento. E citou nominalmente o médico cubano Juan Delgado, de 49 anos, vaiado ao desembarcar no aeroporto de Fortaleza. "Aquele corredor polonês da xenofobia que te recebeu em Fortaleza não representa o espírito nem do povo brasileiro nem da maioria dos médicos brasileiros", disse Padilha. Delgado recebeu longas palmas da plateia.
A primeira etapa do Mais Médicos registrou a participação de 1.258 profissionais, entre formados no Brasil e no exterior. Na segunda rodada, foram inscritos 2.149 médicos (2 mil deles de Cuba), além de 416 profissionais com diploma nacional - balanço preliminar mostra que, desses, apenas 171 se apresentaram aos municípios. De acordo com o Ministério da Saúde, 1.232 médicos já estão atuando em postos de saúde em todo o País.

mockup