Porto Alegre, 22 (AE) - O ministro dos Transportes, Eliseu Padilha (PMDB), deixou em aberto a possibilidade de seu partido apoiar a convocação do ministro da Fazenda, Pedro Malan, para depor na CPI do sistema financeiro. Antes de fazer uma palestra para empresários gaúchos na Federação das Indústrias do Estado (Fiergs), ele afirmou que "as circunstâncias é que vão determinar se alguém deve depor ou não".
Padilha declarou que, "neste momento", não há por que especular quem vai ou não vai depor. "Por enquanto, o presidente (do PMDB) Jader Barbalho tem deixado claro que entende que a investigação está transcorrendo de forma normal e não há porque ficarmos ouvindo quem não tem implicação direta", disse.
Questionado sobre até onde o partido manteria seu apoio ao presidente da República em caso de envolvimento de autoridades mais graduadas do governo nas apurações da CPI, o ministro garantiu apenas que o "PMDB nunca teve tanto apoio" a Fernando Henrique Cardoso como hoje. Ele ressalvou, porém, que "cada dia tem a sua agonia", acrescentando que a convocação de autoridades do governo deverá ser analisada pela própria comissão, "fato a fato, requerimento a requerimento".
Apesar do título de sua palestra ser "A importância dos pedágios na viabilização da infra-estrutura para as montadoras no Rio Grande do Sul", dois temas que têm provocado polêmica entre o governo gaúcho, as concessionárias de rodovias e as empresas General Motors e Ford, Padilha esteve na Fiergs para falar sobre o sistema de privatização do governo federal. "Houve um equívoco por parte de quem autorizou a publicação (do anúncio)".
De acordo com o ministro, a intenção do encontro com os empresários foi mostrar que o governo federal considerou conveniente buscar a participação do setor privado na matriz de transportes do País. "Privatizamos os portos e ferrovias, vamos privatizar 30% das rodovias e manter as hidrovias no setor público", explicou.

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