Padilha defende permanência do PMDB no governo de FHC
Brasília, 28 (AE)- O ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, defendeu, em entrevista ao programa "Brasil TV!", da Rede TV!, a permanência do PMDB no governo Fernando Henrique Cardoso, "governo que ajudou a construir" e disse que a saída do governador de Minas Gerais, Itamar Franco, do partido, não altera a relação com o governo. Segundo ele, a saída de Itamar já era esperada em decorrência do que foi o processo de aferição sobre se o partido teria ou não candidatura própria à Presidência da República. "Desde então, o governador Itamar manifestava que sairia do partido e acabou saindo". "O curioso é que não saiu ninguém com o governador Itamar", lembrou, acrescentando que se havia "esta ou aquela expectativa" do que o partido faria após a saída de Itamar Franco, essa expectativa já perdeu o sentido.
O ministro afirmou que o presidente Fernando Henrique Cardoso tem procurado se colocar, em relação ao PMDB dentro do seu governo, em "absoluta igualdade de condições com o PSDB - que é o seu partido - ou com o PFL", o que assegura o papel do partido na base de sustentação do governo.
Ainda na entrevista, Padilha acrescentou que o PMDB é o maior partido do Brasil, portanto tem que tomar posições claras, principalmente num ano eleitoral. "Nós vamos acolher essa oportunidade para, ao invés de analisarmos a saída de Itamar Franco (do partido), analisar efetivamente o rumo do PMDB no ano 2000, 2001 e começar a preparar o caminho para 2002, onde nós deveremos ter candidatura própria à Presidência da República", anunciou. O ministro disse ainda que o partido teve e tem uma participação muito importante no governo Fernando Henrique e tem compromisso com o governo. Segundo ele, por outro lado, o PMDB não abriu mão da sua autonomia, procurou trazer sugestões ao governo e posicionou-se, no decorrer de 1999, contra o curso do programa de privatização da Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e a extinção da Justiça do Trabalho. O partido tomou posição objetiva e marcou a sua posição: "Porém os segmentos que discordam da participação do PMDB no governo não são expressivos sob o ponto de vista de participação na cúpula dirigente do partido, nas eleições estaduais".





