Padilha crê em ampliação dos recursos ao ministério
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segunda-feira, 30 de agosto de 1999
Por Renato Andrade 
Brasília, 31 (AE) - O ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, acredita que os recursos previstos no Orçamento da União em 2000 para a pasta deverão ser ampliados quando o Congresso iniciar os debates sobre a proposta que foi enviada hoje pelo governo federal.
Para 2000, estão previstos R$ 2,675 bilhões em investimentos em 27 programas que estão sob a responsabilidade do ministério. Para Padilha, os parlamentares deverão incluir emendas que vão gerar um aumento do volume de recursos destinados aos transportes. O ministro lembrou que havia pedido ao ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Martus Tavares, um limite maior de recursos para a pasta. Os recursos não foram ampliados porque, segundo Padilha, Tavares havia indicado a possibilidade deste montante ser acrescido pelos deputados no Congresso. Padilha evitou polemizar, e disse que, apesar de ter pedido a ampliação dos limites, estava "satisfeito" com a proposta de Orçamento enviada ao Congresso pelo governo federal.
O ministro evitou, no entanto, fazer uma projeção de quanto poderia ser o acréscimo no orçamento dos transportes. Somente no trabaho de recuperação da malha rodoviária federal, o governo estará investindo em 2000 cerca de R$ 747 milhões. "Em dois anos, com este tipo de tratamento, teremos uma efetiva revolução na malha raodviária brasileira", disse Padilha. Ao todo, os transportes têm um orçamento dentro do Plano Plurianual de cerca de R$ 13,117 bilhões para serem investidos no período de 2000 a 2003. Padilha frisou que ainda serão incorporados cerca de R$ 23 bilhões, que são recursos privados. O ministro lembrou que esta expectativa de recursos privados está baseada nos compromissos assumidos pelas empresas que participaram das privatizações do setor.
"É um orçamento realista, baseado nos compromissos assumidos pelas empresas que participaram das privatizações", disse. Caso o governo consiga implementar novas privatizações, no setor de estradas, os recursos privados poderão ser ampliados
salientou o ministro.


